Você sabe quando usar HÁ POUCO? Ou o correto seria A POUCO? Qual é a diferença entre as duas formas? Será que as duas existem ou uma delas está errada? E qual é a função do advérbio POUCO?

Já vimos em outros textos aqui do blog que formas duplas existem, mas têm significados diferentes. Portanto, é preciso entender o que cada uma delas significa.

A primeira ocorrência, “há pouco”, é feita com o verbo “haver” no passado. Já na segunda, “a pouco”, usa-se a preposição “a” com o advérbio “pouco”. Uma delas indica tempo passado e a outra indica tempo futuro.

“Há pouco” diz respeito ao passado, a algo que já aconteceu. Essa expressão indica que algo ocorreu “faz pouco tempo”. Nesse caso, a palavra “tempo” fica subtendida, já que “pouco” significa “pequeno espaço de tempo”.

Por sua vez, “a pouco” diz respeito ao futuro, ao que ainda vai acontecer. Isso significa que algo irá ocorrer a partir daqui até pouco tempo para frente. Por exemplo:

  1. A pizza chegou há pouco.
  2. A pizza vai chegar daqui a pouco. 

Na primeira frase, sabemos que a pizza acabou de chegar, ou seja, faz pouco tempo que ela foi entregue. Na frase 2, teremos que segurar a fome, pois a pizza ainda não chegou. Porém, há uma previsão para que ela chegue em pouco tempo.

Lembre-se que o verbo “haver” usado de forma impessoal, sem sujeito, tem o sentido de “faz”. Assim, frases como “Há anos ela não me liga” também estão no passado.

Afinal, qual é o correto: HÁ POUCO ou A POUCO?

As duas formas são corretas! Porém, a expressão correta é aquela que indica o que você quer. Se for passado, use “há pouco”; se for futuro, use “a pouco”.

QUEM ESCREVE?

Fernanda Massi é Mestra e Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela UNESP/Araraquara. Ela é também Pós-doutora em Linguística Aplicada pela UNICAMP. Foi professora de Leitura e Produção de Textos na UNESP/Araraquara e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Nesse período, orientou trabalhos de conclusão de curso (TCC) e de iniciação científica. Fernanda trabalha com revisão de texto desde o início da sua graduação em Letras (2004) e é também a responsável pela equipe de revisão da Letraria.

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