O particípio regular da maioria dos verbos é formado pelas desinências -ado (verbos terminados em -ar) e -ido (verbos terminados em -er e -ir). Essa forma nominal sempre indica ação passada, já acabada, e tem função semelhante à dos adjetivos, admitindo flexão de gênero e número. Por exemplo:

Revelado o motivo, puderam sair.
Reveladas as razões, foram liberados.

Os verbos irregulares possuem o particípio irregular: abrir – aberto, cobrir – coberto, dizer – dito, escrever – escrito, fazer – feito, postar – posto, ver – visto. Para descobrir essas formas, basta utilizar um bom dicionário ou um livro de conjugações verbais.

As dúvidas começam a surgir com os verbos que possuem o particípio duplo e, portanto, admitem tanto a forma regular (-ado, -ido) quanto a irregular, como é o caso de imprimir:

O trabalho foi impresso por mim.
Eu já tinha imprimido esse trabalho!

Vejamos outros exemplos de verbos com particípio duplo:

VERBO  PARTICÍPIO REGULAR  PARTICÍPIO IRREGULAR
aceitar aceitado aceito
acender acendido aceso
eleger elegido eleito
entregar entregado entregue
enxugar enxugado enxuto
expressar expressado expresso
exprimir exprimido expresso
expulsar expulsado expulso
imprimir imprimido impresso
limpar limpado limpo
matar matado morto
pagar pagado pago
prender prendido preso
salvar salvado salvo
suspender suspendido suspenso

Para diferenciar essas duas formas, basta verificar se o verbo está na voz ativa (portanto, tem aspecto dinâmico) ou na voz passiva (aspecto estático). Na voz ativa, os verbos ter e haver acompanham o particípio e o sujeito é agente, logo, é utilizado o particípio regular: Maria tinha limpado a mesa quando chegamos. Quando o verbo está na voz passiva, é utilizado o particípio irregular, geralmente, com os verbos ser, estar e ficarA mesa estava limpa quando chegamos.

Qualquer dúvida, entre em contato pelo Facebook, Instagram ou deixe um comentário aqui mesmo!

Fernanda Massi é Mestra e Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela UNESP/Araraquara e Pós-doutora em Linguística Aplicada pela UNICAMP. Foi professora de Metodologia do Texto Científico na UNESP/Araraquara e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tendo orientado trabalhos de conclusão de curso e de iniciação científica. Trabalha com revisão de texto desde o início da sua graduação em Letras, em 2004, e já revisou inúmeros trabalhos de diversas áreas. É também a responsável pela equipe de revisão da Letraria.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Você tem medo de usar a crase?
8 dicas para organizar seu TCC